Este artigo analisa as representações sociais (RS) de professores da educação básica sobre a Inteligência Artificial (IA), buscando compreender como esse fenômeno é simbolicamente incorporado ao cotidiano escolar. A investigação foi realizada em três escolas públicas de Fortaleza e Caucaia (CE), por meio de técnicas clássicas da Teoria das Representações Sociais (Moscovici, 2001; 2007), como evocação livre de palavras, hierarquização e questionamento de termos. Os resultados apontaram “Tecnologia” e “Conhecimento” como elementos centrais da RS docente, enquanto “Internet”, “Pesquisa”, “Inovação” e “ChatGPT” ocuparam a periferia. Essa configuração revela processos de ancoragem, ao relacionar a IA a categorias já conhecidas do universo pedagógico, e de objetivação, ao materializá-la em símbolos concretos do uso cotidiano. A análise evidencia que, para os professores, a IA é vista como ferramenta de apoio ao aprendizado, mas também cercada de dúvidas e desafios éticos. O estudo reforça a necessidade de formação docente em letramento digital, de modo a promover um uso crítico e consciente da tecnologia. Além disso, sugere a continuidade de pesqui
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